O que o Oceano Azul tem a ver com o Cirque du Soleil?

O que é o Oceano Azul e qual a sua relação com o Cirque du Soleil? ?

O Cirque du Soleil é um grande case de sucesso da estratégia do Oceano Azul!

Oceano Vermelho e Oceano Azul são termos utilizados na gestão empresarial onde o Oceano Vermelho (sangrento) é a imagem de uma competição acirrada, em que os concorrentes disputam intensamente um mesmo mercado, realizando ações praticamente idênticas.

Por sua vez, um Oceano Azul ? é mais favorável à organização que o ocupa, porque não conta com a presença de “tubarões”, podendo uma empresa nele operar com muito mais espaço e tranquilidade.

A Estratégia do Oceano Azul é uma estrutura de estratégia de crescimento focada na idéia de criar um espaço de mercado sem concorrência – isto é, um “oceano azul”. Essa estrutura é muito inovadora, pois seus princípios desafiam os princípios da estratégia comercial convencional de combater os concorrentes de frente. A estrutura da Blue Ocean Strategy evoluiu de uma estrutura chamada Value Innovation, desenvolvida por Kim e Mauborgne no final dos anos 90.

O Cirque du Soleil é  exemplo de oceano azul. Mesmo com a baixa da indústria do circo, em 1984, o canadense Guy Laliberté conseguiu fazer o negócio prosperar ao abandonar antigos formatos e investir em uma experiência de entretenimento. Hoje, as produções do Cirque já foram vistas por quase 40 milhões de pessoas em 90 cidades de todo o mundo.

Na época, o uso de animais nos espetáculos era um dos investimentos mais caros para o circo. Além do valor pago pela aquisição do animal, era preciso gastar com treinamento, assistência médica, abrigo, alimentação, segurança, transporte etc. E para agravar o cenário, a exploração de animais estava sendo cada vez mais malvista pelas pessoas.

O que o Cirque du Soleil fez? Questionou, além do já citado uso de animais, a importância de outros tipos de atração, como:

Performances artísticas: o público valorizava mais artistas de cinema do que artistas de circo.
Múltiplos picadeiros: picadeiros na forma de três círculos causavam ansiedade e dispersão no público, além de demandar mais artistas.
Descontos: redução no preço muitas vezes acabava desestimulando a compra do ingresso, pois as pessoas passavam a perceber o quão custoso era ir ao circo.
Por outro lado, Laliberté conseguiu identificar e extrair o melhor do circo. Ele manteve as tendas, os palhaços e as acrobacias clássicas, potencializando esses elementos e combinando-os com sofisticação, teatro, enredo, danças, bom gosto artístico, intelectualidade e produções múltiplas, elevando o circo a um novo patamar. Dessa forma, o Cirque du Soleil rompeu o trade-off valor-custo e passou a operar em águas antes desconhecidas.

Além do Cirque du Soleil, podemos apontar outros cases de sucesso que adotaram a estratégia do oceano azul, como o Uber, a Apple, o YouTube, o Netjet e, para citar uma empresa nacional, as Casas Bahia.

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Até a próxima,

Ricardo Oliveira
Diretor comercial

Agência Marshal – Business Communication Intelligence

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